
O começo de Kijin Gentoushou
Muitos dos fatos ocorridos em Kijin Gentoushou têm relação com a história do Japão.
A história de Kijin Gentoushou começa no ano 1 (1830), quando Suzune é expulsa de casa pelo pai, mas Jinta, seu irmão, foge de casa para cuidar dela. Suzune tem um olho de demônio, mas o cobre para não ser visto. Longe de casa, em um casebre abandonado, Jinta e Suzune se abrigam da chuva e do frio. No entanto, a vida dos dois muda quando são acolhidos por uma samurai errante que vive na aldeia de Kodono.

Essa aldeia, tão importante em Kijin Gentoushou, é habitada por artífices responsáveis por confeccionar katanas para lutar contra demônios (onis). O samurai Motoharu, que tem uma filha chamada Shirayuki, torna-se uma peça central na trama de Kijin Gentoushou. Jinta e sua irmã passam a morar com eles.
Jinta, Shirayuki e Suzune compartilham momentos de infância, e somos apresentados a Chitose, amiga próxima dos irmãos. Eles vão tomar banho de rio, e Chitose pula com Suzune no rio. Este momento sempre fará parte das recordações de Jinta.
A liderança espiritual da aldeia é a Itsukihime, sacerdotisa da deusa do Fogo, personagem que carrega grande importância dentro da narrativa de Kijin Gentoushou. Apenas o chefe da vila e o Guardião da sacerdotisa podem vê-la no templo sagrado.
Em 1833, Jinta começa a aprender a lutar com espadas de madeira através das aulas de Motoharu e, 3 anos depois, torna-se caçador de demônios, protegendo a vila. O objetivo dos demônios é conquistar o coração da sacerdotisa e obter imortalidade, conflito recorrente em Kijin Gentoushou. Neste momento, sabemos que a mãe de Shirayuki foi devorada por um demônio enquanto tentava salvar a vida do pai dela. Durante esse tempo, Shirayuki assumiu a posição de sacerdotisa e Jinta havia prometido se tornar o guardião que sempre estaria ao seu lado. A katana Yarai também pode ser alvo dos interesses de demônios. Quem ocupa também a função de guardião da sacerdotisa é Kiyomasa, um outro aldeão.
Os relacionamentos entre os personagens ganham peso dramático. O casamento arranjado de Shirayuki com Kiyomasa gera conflitos emocionais, algo que Kijin Gentoushou retrata com intensidade. Entre batalhas contra onis e dilemas pessoais, a história se aprofunda em temas de honra, amor e sacrifício.

Um dia, Shirayuki faz uma visita à Jinta, toma um café da manhã com Suzune que surpreendentemente ainda é uma criança, almoça no restaurante de espetos onde trabalha Chitose que agora está adulta. Ela entrega para Jinta um prato de isobe mochi, o prato favorito de Jinta. No fim da tarde, na beira do rio, Shirayuki revela que vai se casar com Kiyomasa, o casamento é arranjado. A família de Kiyomasa tem uma certa reputação na aldeia e isso pode dar uma certa legitimidade para que Shirayuki continue exercendo a função de Itsukihime.
Dois demônios são avistados na floresta próxima à aldeia. Kiyomasa ao fim da reunião, vai tomar satisfação com Jinta a respeito da situação envolvendo o casamento arranjado, Jinta concorda com isso. Durante a conversa de Jinta e Shirayuki, foi discutido o código de ética Samurai de Jinta.
A tensão cresce quando uma mulher-demônio aparece e revela verdades dolorosas para Suzune, levando-a a questionar sua própria humanidade. É nesse ponto que Kijin Gentoushou revela sua face mais sombria, mostrando Suzune cada vez mais próxima de sua natureza demoníaca. As lutas se intensificam e Jinta enfrenta inimigos poderosos, em cenas marcantes da trama de Kijin Gentoushou.
Uma noite, uma mulher-demônio se encontra com Suzune. Enquanto isso, Jinta se encontra com o outro demônio que estava na floresta. Ele informa a Jinta que sua companheira está na aldeia. Jinta inicia a luta e consegue arrancar um braço do demônio. O demônio pergunta para Jinta o que o motiva a ser um samurai. Na aldeia, a mulher demônio fala para Suzune que são iguais, pois ela é uma criança que não envelhece como as outras. Mas Suzune diz que é humana, a mulher demônio diz que é o irmão dela que faz ela querer ser humana. A proteção de Jinta serviu apenas para ocultar da própria Suzune sua natureza demoníaca.
A mulher-demônio convida Suzune para sair da casa, mas Suzune se nega. Entretanto, a mulher-demônio toca na testa de Suzune e assim tem uma visão do futuro. Ela vê Shirayuki se despir na frente de Kiyomasa e tenta beijar seu rosto. Isso deixa Suzune enojada. Ele fala para Suzune que pode ver o futuro e mostra para os outros alguns breves segundos. Infelizmente, Suzune não sabe que há um casamento arranjado por Shirayuki e Kiyomasa. Suzune está revoltada, pois acreditava que Shirayuki amava Jinta. Logo, algo perverso está sendo feito com os sentimentos de Jinta por Shirayuki.
Então, Shirayuki confronta Suzune, o motivo para Suzune não envelhecer era porque ela queria que Jinta sempre a tratasse como uma criança. Ao se recusar a envelhecer, ela também estava brincando com os sentimentos de Jinta.
O ápice da tragédia chega quando Suzune mata Shirayuki diante de Jinta. Esse momento é um dos mais impactantes de Kijin Gentoushou, pois marca a ruptura definitiva entre o amor, a família e a esperança. O choque de Jinta o leva a despertar um poder demoníaco em seu próprio corpo, refletindo o peso do ódio e da perda.
Kiyomasa tenta defender Shirayuki, mas a mulher-demônio o imobiliza e eleva ela para longe. Jinta chega no templo. Shirayuki corre para ele. Eles se abraçam, mas um jato de sangue atinge o rosto de Jinta. Suzune decepa a cabeça de Shirayuki. E, segurando-a pelos cabelos, Suzune se regozija. Jinta fica estarrecido, pois ele vê Suzune quando o corpo de Shirayuki com uma katana. Jinta avança para Suzune com sua katana, em sua mente ele vê os momentos de sua infância com Shirayuki em que ela lhe havia dito que se tornaria uma Istukihimne, ele tenta cortar o corpo de Suzune com a sua katana, mas a névoa negra ao redor de seu corpo dificulta os ataques de Jinta.
Surpresa com os ataques de Jinta, Suzune pergunta se ele está bem, mas ela está diferente para ele. Ele apenas vê uma mulher demoníaca loira, mas não consegue reconhecer que ela é sua irmã. Ele perguntou se ela é Suzune. Então ela confirma. Jinta perguntou para Suzune porque ela matou Shirayuki?
JInta e sua irmã começam a lutar, mas Suzune é salva pela mulher-demônio, ela consegue escapar. E vai embora prometendo que um dia voltará a se encontrar com Jinta.
A aldeia entra em colapso, e as revelações sobre Suzune se tornam insuportáveis. Kijin Gentoushou conduz o espectador por uma espiral de dor, onde os laços entre irmãos são postos à prova e a ética samurai de Jinta é questionada a cada instante.
No desfecho, após a devastação, Jinta recebe a katana Yarai de Motoharu. Com a morte de Shirayuki, a linhagem Istukihimne chegou ao fim, a melhor opção é dar a katana para Jinta. Motoharu pede perdão para Jinta, pois foi dela a ideia de que Shirayuki se casasse com Kiyomasa, pois ele nutria interesse por ela, Motoharu sabia que Jinta amava Shirayuki e não teve coragem de ajudá-la a desafiar as tradições da aldeia.
O episódio encerra com Jinta partindo, carregando o fardo de suas perdas e a promessa de enfrentar um Deus Demônio no futuro. Assim, Kijin Gentoushou fecha seu primeiro arco com uma mistura de tragédia e esperança.
Chitose, em sua despedida, pede para Jinta não ir embora, mas ele diz que voltará um dia para comer novamente o prato que ela prepara. Com essa cena, termina o primeiro episódio de Kijin Gentoushou, deixando claro que esta história é apenas o início da longa jornada que define a essência de Kijin Gentoushou.
